Os livros que li…

“O verdadeiro analfabeto é aquele que saber ler, mas não lê.”
— Mario Quintana

mafaldaFaltam ainda doze dias para terminar 2017, mas eu já sei que não lerei mais nada até o último dia do ano. Assim sendo, posso dizer que não consegui finalizar a meta que sempre determino para mim: ler pelo menos doze livros no decorrer do ano.
2017 foi muito conturbado, cheio de responsabilidades, grandes decisões e problemas maiores ainda. Por conta disso, faltou cabeça para a leitura. Eu consegui, aos trancos e barrancos, finalizar apenas onze livros. Mesmo assim, posso dizer que gostei de tudo que li.

Quatro desses onze livros foram releituras:
Meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos: um queridinho capaz de me fazer rir e chorar todas as vezes que entro no universo do menino Zezé.
El Cruzado de Stephen Rivelle: um livro que já me fez viajar várias vezes de Provença a Jerusalém naquela que teria sido a Primeira Cruzada, lá nos primórdios do século XII.
Cem anos de solidão de Gabriel García Márquez: porque a triste história dos Buendía e de Macondo mora no meu coração.
História de uma serva  de Margaret Atwood: um livro excelente, mas que serviu também para me fazer perceber que uma série de tv inspirada em um livro pode ser às vezes até melhor que o próprio livro. Leiam o livro, mas quando puderem assistam também à série, é mesmo ótima.

Sobre as leituras novas:
Iracema de José de Alencar: porque fiquei tocada com o samba-enredo que a Beija-Flor de Nilópolis levou para a avenida no carnaval passado. Decidi encarar a leitura e terminei amando a história da virgem dos lábios de mel. (Obrigada Sergio e Silvania por terem me levado à Sapucaí… foi tudo tão bonito! )
Passaporte para a China: porque é de Lygia Fagundes Telles e pra mim tudo o que ela escreve vale a pena ser lido.
Diário de um louco de Lu Xun: porque foi-me apresentado pelo meu filho… e eu não podia ignorar um indicação literária de meu filho, né?! Fui conhecer esse escritor chinês e gostei.
A filha perdida de Elena Ferrante: é um livro que incomoda, por causa dessa leitura tive vontade de ler a Série Napolitana, que todo mundo por aí já leu, menos eu.
Um gato de rua chamado Bob de James Bowenfoi a primeira leitura do ano, se puder escolher uma palavra para defini-lo é: fofo.
As Miniaturas de Andreia del Fuego: posso dizer que essa mulher escreve bem pra caraca, mas eu não consegui perceber muito bem o que ela quis dizer. Esse livro é um bocado perturbador e pede uma releitura em um momento de mais tranquilidade. (Obrigadinha sobrinha Claudia Pacheco pelo presente )
Por último, À sombra da Figueira de Vaddey Ratner: foi de grande ajuda para a viagem que fiz para o Camboja, em novembro. Pude entender muita coisa a respeito do povo cambojano que, apesar de sua triste história, não se deixa abater tão facilmente. É um livro triste que só. Dói na alma.

Espero que 2018 seja um ano muito melhor, melhor em todos os sentidos, com mais literatura e menos perrengues.

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